Aumento salarial dos parlamentares:
entre a miséria do povo e a repressão polcial.
Em Roma, eles ocupam as reitorias e escalam os tetos das universidades, onde se instalam. Daí, buscam as ruas. Paralisam rotas turísticas (e aeroportos como o Galileu Galilei, que serve Florença). Promovem invasões-relâmpago de monumentos como a Torre de Pisa e o Coliseu – de onde cantaram, em 25/11: “Hoje, nós somos os leões”. Em Londres, fizeram terça-feira (30/11) a segunda grande manifestação em uma semana e se envolveram em mais um confronto com a polícia — sob neve, vento e frio de zero graus. Ocupam 32 prédios universitários, entre eles as administrações das aristocráticas Cambridge e Oxford.
Conforme anunciado, mais de 30 mil estudantes marcharam, na passada quinta-feira, em direcção ao parlamento inglês, num protesto poderoso contra o corte de 40% do orçamento para as universidades, a duplicação (por vezes triplicação) do valor das propinas e a mercantilização da educação.
Tomaram a praça do parlamento num registo de raiva dirigida aos deputados que aprovariam a alteração da lei da educação, numa intenção clara de passar os custos da crise para cima dos de baixo. É a mesma política que corta apoios sociais, que despede funcionários, que congela ordenados, que privatiza tudo que pode... e a lista poderia continuar.
Ontem, dia 14 de Dezembro, Itália, mas principalmente Roma nunca esteve tão bela!
Nós, estudantes da Universidade de Porto Rico - UPR, nos encontramos em meio a uma luta a favor da educação superior deste país. O atual governo pretende implantar, como medida para aliviar o déficit fiscal da UPR, uma quota que deixaria mais de 10 mil estudantes sem poder dar continuidade a educação universitária.
Hoje, 8 de dezembro de 2010, nos encontramos em uma paralização, onde solicitamos um diálogo. Temos uma série de propostas concretas, prontas para apresentar à administração, mas nem esta nem o governo querem dar atenção ao que temos a dizer.