Mais de 200 mil estudantes universitários e secundaristas se manifestaram em
toda a Itália, na quarta-feira (17/11), contra cortes no orçamento do setor
educativo. Entre Milão (norte do país) e Palermo (sul) ocorreram mais de 100
protestos, informou a agencia EFE.
"O governo de Silvio Berlusconi pretende ‘esfomear’ o sistema público de
escolas e universidades”, disse Piero Moro, da Universidade de Roma,
assinalando que “essa política, que não se limita à educação, mas atinge a
toda a sociedade que trabalha e estuda, não pode continuar. Estamos nos
organizando para dar um basta ao favorecimento dos bancos e da especulação”.
A reforma encabeçada pela ministra de Educação de Berlusconi, Mariastella
Gelmini, propõe cortes de 700 milhões de euros (900 milhões de dólares) para
a educação superior em 2011.
Além disso, ainda pretendem que por cada cinco professores que se aposentem
só um novo seja contratado, sucateando mais o ensino público e priorizando a
privatização do ensino. O governo já aprovou em 2008 uma reforma escolar que
determinou a eliminação de até 130 mil vagas de professores e pessoal
administrativo nas escolas.
Sob consignas como “não pagamos pelas farras do governo”, em referência aos
últimos escândalos sexuais do primeiro ministro Silvio Berlusconi, os
estudantes se manifestaram em Milão, Turim, Florência, Roma, Nápoles e
Palermo.
Os estudantes anunciaram mais protestos para as próximas semanas.
fonte: http://www.horadopovo.com.br/